domingo, 9 de dezembro de 2012

O caso FHC e Miriam

Os bastidores da incrível história do filho de FHC que não é filho de FHC (ou quando todos erramos juntos)

FHC e um equívoco que durou 19 anos

No início de 1994, quando o então presidente Itamar Franco indicou como sucessor seu ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, Brasília passou a respirar dilemas. Que tratamento FHC daria, na campanha eleitoral, à história do filho que tivera fora do casamento? A imprensa devia ou não divulgar a história? E se algum adversário de Fernando Henrique abordasse o assunto na TV, ao vivo, num debate eleitoral?
Já naquele ano, na capital federal, até os paralelepípedos da Praça dos Três Poderes sabiam que Fernando Henrique era pai de Tomás, de 2 anos, filho da jornalista Miriam Dutra, da TV Globo. Mirian revelara o caso para amigos, e a história se espalhara. Enquanto FHC foi senador e ministro (Relações Exteriores e depois Fazenda), todos consideraram o assunto como sendo da esfera privada, mas na condição de candidato a presidente a coisa mudava de figura.
Não foi fácil para FHC. Ele se preparou para a eventualidade de, na campanha, ser obrigado a falar em público sobre caso. Pior: sua mulher, a antropóloga Ruth Cardoso, foi obrigada a fazer o mesmo.
As redações também se mexeram. Com receio de serem furados pela concorrência, os principais jornais e revistas do país mandaram repórteres à rua para fazer a reportagem do filho de FHC. Porém, nenhum deles publicou a história.
A apuração era apenas de uma medida profilática. A assessoria de Fernando Henrique havia costurado um pacto com os donos dos maiores meios de comunicação para garantir o silêncio durante a campanha. Um pacto que, a princípio, parecia ter dado certo. Além de nenhum veículo de comunicação ter dado a história, os adversários de FHC, por sua vez, evitaram abordar o tema durante o período da eleição.
No início de 1995, eleito presidente, FHC levou consigo os dilemas para o Palácio do Planalto. E eles haviam crescido.
Para proteger FHC, a TV Globo transferiu Miriam Dutra para Portugal. Foi a forma encontrada para “esconder” o problema do presidente da República, já que Lisboa era – e continua sendo – uma praça que gerava pouca notícia. Assim, Miriam Dutra sumiu de cena e da telinha.
A operação, contudo, deixou ainda mais evidente que Fernando Henrique tinha um calcanhar de Aquiles.
Alguns jornalistas de Brasília – e eu me incluo entre eles – passaram as pressionar as chefias para dar a reportagem do filho do presidente. O argumento era simples: como o presidente da República estava sendo socorrido pela TV Globo (uma empresa privada que detém concessões públicas), o caso tinha saído da esfera privada e evoluíra para uma perigosa ação entre amigos. Uma coisa era o cidadão Fernando Henrique Cardoso ter um filho fora do casamento, outra era o presidente da República socorrer-se com a maior TV do país para resolver um delicado problema pessoal.
As pressões foram em vão. A grande imprensa se recusava a dar a história do filho de FHC.
Em abril do ano 2000, segundo ano do segundo mandato de Fernando Henrique, o silêncio foi quebrado pela revista Caros Amigos. “Por que a imprensa esconde o filho de 8 anos de FHC com a jornalista da Globo” era o título de uma matéria de capa assinada por Palmério Dória, João Rocha, Marina Amaral, Mylton Severiano, José Arbex Jr. e Sérgio de Souza. Um repórter da revista localizou Miriam Dutra na Espanha, para onde ela havia sido transferida, e conversou rapidamente com ela. “Eu não vou falar nada sobre essa história”, disse Miriam ao jornalista de Caros Amigos. “Eu não sou uma pessoa pública. Se vocês têm algo para perguntar, não é para mim. Perguntem para a pessoa pública”, afirmou ela.
Nenhum grande jornal, revista ou TV repercutiu a reportagem de Caros Amigos.
Em 2003, FHC deixou a Presidência. E a história do filho parecia ter voltado para a esfera privada.
Em 2009, contudo, um ano após a morte de Ruth Cardoso, Fernando Henrique reconheceu a paternidade de Tomás, conforme noticiou em primeira mão a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. O caso então passou a ser tratado abertamente na imprensa. O tabu não existia mais.
Na semana passada, uma nova reviravolta. A coluna Radar, da Veja, informou que, pressionados por filhos que FHC tiveram com Ruth Cardoso, o ex-presidente e Tomás, hoje com 19 anos, finalmente se dispuseram a fazer um teste de DNA. O primeiro exame deu negativo. O segundo, também. Para espanto de todos, inclusive de ambos, Fernando Henrique não é o pai de Tomás.
Todos, sem exceção, estávamos errados

Fonte: Blog do Lucas Figueiredo (28-06-11)

Chaves fará nova cirurgia contra o cancer

José Luis Paniagua.

Caracas, 9 dez (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, volta a enfrentar o ressurgimento do câncer e viaja neste domingo para Cuba para se submeter a uma nova cirurgia que o levou a contemplar pela primeira vez um cenário no qual ele não esteja presente e a nomear o vice-presidente, Nicolás Maduro, como seu sucessor.
De surpresa, e sem aviso prévio, o presidente apareceu no sábado à noite em cadeia de rádio e televisão, vestido de azul e acompanhado por vários de seus colaboradores mais próximos para informar aos venezuelanos que o câncer voltou e que deverá se submeter à quarta cirurgia em 18 meses em Cuba.
"Decidimos com a equipe médica antecipar exames, antecipar uma nova revisão exaustiva. Infelizmente, nessa revisão exaustiva surge a presença na mesma área afetada de algumas células malignas novamente", disse o presidente com tom firme e rodeado de alguns de seus mais próximos colaboradores.
"É absolutamente necessário, é absolutamente imprescindível submeter-me a uma nova intervenção cirúrgica e isso deve ocorrer nos próximos dias", acrescentou.
O presidente assinou perante as câmeras a solicitação à Assembleia Nacional da permissão para se ausentar do país durante mais de cinco dias e imediatamente indicou que o vice-presidente, Nicolás Maduro, ficará a cargo do Governo, apontando-o como herdeiro e sucessor no caso de algo lhe acontecer.
"Em todos estes processos há risco, toda operação deste tipo e contra este mal implica um risco (...) isso é inegável", assinalou o presidente olhando para seus ministros.
"Devo dizer uma coisa que, embora soe difícil, mas eu quero e devo dizê-lo, se como diz a Constituição se apresentasse alguma circunstância que me desabilite de seguir à frente da Presidência, Maduro deveria concluir o período atual", declarou o presidente.
O atual período termina no dia 10 de janeiro com a chegada do novo mandato para o qual o próprio Chávez foi eleito em 7 de outubro.
"Nicolás Maduro não só nessa situação deve concluir como manda a constituição o período, mas minha opinião firme, plena como a lua cheia, irrevogável absoluta, total, é que nesse cenário que obrigaria a convocar eleições presidenciais vocês elejam Nicolás Maduro como presidente", acrescentou.
O artigo 233 da constituição indica que em caso de "falta absoluta do presidente eleito ou presidente eleita antes de tomar posse, se procederá a uma nova eleição universal, direta e secreta dentro dos 30 dias consecutivos seguintes", da mesma forma que acontece se há uma falta absoluta do presidente nos primeiros quatro anos do período constitucional.
É a primeira vez que Chávez contempla um final fatal desde que em junho do ano passado foi-lhe diagnosticou em Cuba um câncer do qual só se sabe que está na zona pélvica, mas não sua localização exata nem seu grau.
"Alguns companheiros me diziam que não era preciso (...), mas eu acho que o mais importante, o que desde minha alma, desde meu coração me dita a consciência, do mais importante que eu vim aqui, fazendo o esforço da viagem para retornar amanhã, me seja concedida a permissão", indicou.
O presidente venezuelano revelou que os médicos lhe recomendaram operar na sexta-feira ou neste fim de semana, mas assinalou que ele quis antes vir à Venezuela a fazer seu anúncio à população.
Depois Chávez pediu a "unidade" das forças populares, das forças revolucionárias e de toda a Força Armada e disse que a Venezuela já não é um país sem pátria e sem povo como era há 20 anos.
"Assim são as circunstâncias da vida, eu, no entanto, aferrado a Cristo, aferrado a meu senhor, aferrado à esperança e à fé espero, assim o peço a Deus, espero dar-lhes boas notícias nos próximos dias e que possamos juntos continuar construindo o que agora temos (...)", acrescentou.
"Com o favor de Deus como nas ocasiões anteriores sairemos vitoriosos", disse Chávez, antes de partir para o que denominou como esta "nova batalha".

Cachoeira novamente preso

Na véspera do Dia Mundial de Combate à Corrupção, dia 9 de dezembro, o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, passou um dia de
solidão neste sábado na carceragem da Polícia Federal, em Goiânia.

Preso e condenado a 39 anos e oito meses de prisão por cinco crimes, incluindo peculato, formação de quadrilha e corrupção ativa, em processo relacionado à Operação Monte Carlo, Carlinhos Cachoeira não conseguiu ver sua mulher, Andressa Mendonça, almoçou sozinho numa cela vazia, e ficou à espera da transferência para Casa de Prisão Provisória (CPP) em Aparecida de Goiânia (GO).

Silenciosa e cabisbaixa, Andressa apareceu às 12h10min. Deixou uma sacola com roupas para o futuro marido - se casam no dia 22 - e evitou as câmeras e as entrevistas. Os advogados de Cachoeira também evitaram falar sobre o assunto, embora já se saiba que buscam um habeas corpus para livrá-lo da cadeia.

Além de Carlinhos Cachoeira, tido como chefe da máfia dos Caça-Níqueis em Goiás, outras sete pessoas também foram condenadas pelo mesmo processo.

Na sentença a Cachoeira, o juiz Aderico Rocha Santos entendeu que "o réu colocou em risco a ordem pública de tal forma que sua liberdade se constitui na desmoralização das instituições públicas, que foram controladas pelo mesmo e utilizadas em seu benefício para a prática de crime".

Diante da existência de "risco ponderável e concreto" de repetição de ação delituosa, o juiz decretou a prisão preventiva de dois anos, mais cautelar de fiança no valor de R$ 10 milhões. "É que o referido acusado já permaneceu preso por quase nove meses e a prisão por mais dois anos é o suficiente para afastar o sentimento de impunidade", escreveu.

Assessora de Assad no Brasil

Bussaina Shaaban, principal assessora pessoal do presidente sírio, Bashar Assad, esteve secretamente em São Paulo, no Rio e em Buenos Aires, no fim de novembro. Não cumpriu nenhuma agenda oficial, nem com o governo brasileiro, nem com os diplomatas sírios, nem com as entidades que representam a comunidade síria no Brasil. Ela conversou com grandes empresários sírios no Brasil sobre a possibilidade de transferir pessoas e grandes quantidades de dinheiro da Síria para cá.
A missão secreta de Bussaina coincide com a notícia, publicada pelo jornal israelense Haaretz, de que o vice-chanceler sírio, Faiçal Mekdad, esteve na semana retrasada em Cuba, Venezuela e Equador, averiguando a possibilidade de Assad exilar-se em um desses países.

Duas fontes, uma de oposição e outra favorável ao regime, confirmaram ao Grupo Estado a vinda secreta de Bussaina. De acordo com a fonte que apoia Assad, a assessora do presidente veio fazer tratamento médico em São Paulo. O que não explicaria por que ela esteve também no Rio e em Buenos Aires.

Os movimentos de Assad e aliados na direção de uma fuga da Síria coincidem com avanços do Exército Sírio Livre (ESL) sem precedentes em 21 meses de rebelião na Síria, que resultam numa asfixia econômica do governo e num cerco militar das forças leais. Segundo um economista sírio, resta a Assad apenas US$ 1 bilhão em reservas em moeda forte - ante US$ 22 bilhões, no início do conflito. Esse último bilhão poderia ser gasto em seu esforço de salvar a própria pele.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Contra a Paz, Israel mantém expansão de assentamentos na Palestina

Israel desconsidera apelos da comunidade internacional e mantém expansão de assentamentos


04/12/2012 - 8h01
Renata Giraldi*
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo de Israel desconsiderou as reações e os apelos das Nações Unidas, dos Estados Unidos, da França, do Reino Unido e da Suécia, entre outros países, e manteve a expansão dos assentamentos israelenses em territórios palestinos. A ação também é condenada pelo governo do Brasil. A construção de casas em áreas ao redor da Faixa de Gaza e em Jerusalém Oriental agrava a tensão entre israelenses e palestinos.
A decisão do governo de Israel de construir 3 mil casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia (Faixa de Gaza) foi tomada no dia 30 - um dia depois de a Assembleia Geral das Nações Unidas a aprovar a Palestina como Estado observador.
Ontem (3) os governos do Reino Unido, da França e da Suécia convocaram os embaixadores israelenses que servem nesses locais para apresentar protestos contra os assentamentos.
Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido diz "deplorar" a decisão do governo israelense porque "ameaça as perspectivas" para fazer avançar o processo de paz.
O Ministério do Exterior da França confirmou a convocação do embaixador israelense no país, assim como o governo da Suécia. "O embaixador de Israel em Estocolmo foi convocado ao Ministério das Relações Exteriores para ressaltar a nossa posição sobre esta questão", disse o chefe deste departamento, Carl Bildt.
A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, se disse preocupada com a expansão dos assentamentos.
O ministro das Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, disse que o governo israelense "não está dando passos em direção à paz", mas "sim, ao prolongamento do conflito". O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, também apelou ao governo israelense para suspender a construção de casas nas áreas ocupadas por palestinos.

Renato Aragão magoado com a globo

Prestes a completar 36 anos de TV Globo - em janeiro próximo -, Renato Aragão confessou a amigos que está chateado com a decisão da emissora de retirar do ar, dia 3 de fevereiro, o seu programas "As Aventuras do Didi".
O fim pegou o humorista de surpresa e ele está preocupado com os empregos do elenco e da equipe de produção da atração. A Globo ainda não decidiu sobre isso, mas é certo que a ceifa vai passar.
O que está certo é que Renato continua contratado e vai rodar um telefilme para o canal. Depois disso, o compromisso dele deve ser só em agosto de 2013, com o "Criança Esperança".
Renato Aragão

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Huck recusa bafômetro em blitz da Lei Seca


Na madrugada deste domingo, dia 2, o apresentador de TV Luciano Huck teve sua carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O apresentador foi parado na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul do Rio. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, teve a carteira apreendida e também foi multado.

Huck precisou apresentar outro condutor para levar o carro e só então foi liberado, de acordo com a Secretaria de Governo do Estado do Rio de Janeiro. O apresentador ainda perdeu sete pontos na sua habilitação e foi multado em R$ 957,70 pela infração, considerada gravíssima no Código Brasileiro de Trânsito.