
A noite extra do Rock in Rio começou nessa quinta-feira, 29 de setembro, com uma Cidade do Rock com mais segurança, os banheiros limpos, mas, aparentemente, menos público.
A primeira atração foi uma homenagem a Legião Urbana, com os membros originais da banda, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, a Orquestra Sinfônica Brasileira e convidados.
Mas bem disse Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, que a plateia daria conta de cantar as músicas da banda brasiliense sozinha.
E foi quase o que aconteceu, evitando um micão do ano. É verdade que o som não ajudou, mas os convidados deixaram bastante a desejar.
Rogério Flausino provou que não é realmente um dos melhores cantores, em "Tempo Perdido" e "Quase Sem Querer". Aliás, por que só ele cantou duas músicas sozinho? E Pitty poderia ter feito muito mais em "Índios".
Até Bonfá se arriscou a cantar "Teatro dos Vampiros". A exceção foi Toni Platão, que provou ser um cantor de grande potência vocal em "Quando o sol bater na janela do seu quarto", que ele dedicou, merecidamente, a Rédson, o vocalista do Cólera morto na segunda-feira.
Herbert Vianna, dos Paralamas do Sucesso, segurou a bronca em "Será". E nada mais justo do que Dinho Ouro Preto ser o último convidado a pisar no palco. Afinal, era o único da mesma geração de Brasília dos homenageados, assim como Herbert, que fundou os Paralamas no Rio de Janeiro. Ele cantou "Por Enquanto".
O encerramento foi com todos, devidamente uniformizados de camiseta branca, cantando "Pais e Filhos" e depois o repeteco de "Será".
Agora por que repetir uma canção se a Legião Urbana deixou um repertório tão vasto? Depois, por que homenagear a banda? Não seria mais justo que a homenageada fosse Cássia Eller, que se apresentou no Rock in Rio em 2001?
Fonte:Guilherme BryanFri
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